Um fato inusitado aconteceu nos arredores de nossa Indústria. Uma Coruja Orelhuda (Asio Clamator) foi capturada pelo Supervisor de Produção, Clayton dos Passos Padilia, na manhã desta sexta-feira (17) após o animal apresentar dificuldades em se locomover.

O primeiro contato foi feito com Diego dos Anjos Souza, estagiário de Ciências biológicas da Secretaria do Meio Ambiente e integrante do Grupo de Observadores de Aves de Santa Catarina. O estagiário entrou em contato Ana Cimardi, bióloga do Instituto do Meio Ambiente há 38 anos.

A bióloga solicitou o suporte presencial do Professor Pedro Castilho, da UDESC de Laguna, ele trabalha com animais silvestres com ênfase em vertebrados marinhos (aves, tartarugas e mamíferos) na Unidade de Estabilização da Fauna Marinha e no Laboratório de Zoologia. A unidade atua no projeto de monitoramento de praias e em avaliações de diversidade faunística de SC, tendo uma longa parceria com o IMA e ICMbio.

Na ocasião o Professor explicou que:

“Nos casos de animais silvestres, sempre que encontrarmos machucados ou feridos devemos recolher com cuidado e de preferência com uso de EPIs. Caso não se sinta apto, deixá-lo no local. Se for possível, pode ser acondicionado em caixa de papelão ou similar evitando contato visual (reduz o estresse). Tratando-se de animal silvetre deve-se acionar a PMA e o IMA, bem como órgão ambiental municipal. A rede de contatos normalmente permitirá uma translocação pra o Nutras e Florianópolis.”

Na foto: Professor Pedro Castilho e o Supervisor de Produção Clayton dos Passos Padilia

A coruja-orelhuda capturada foi atendida pela médica veterinária do projeto e constatou um trauma considerado leve (cujo animal apresenta comportamento reativo). Não foi detectada fratura, porém somente um exame por imagem poderá certificar. Foi administrado ao animal medicamento contra dor e suplementos vitamínicos. Após algumas horas apresentou comportamento de alerta, mas será prudente nova avaliação no Nutras em Florianópolis.

A ave possui características de tamanho médio, podendo crescer até 42 cm, pesando até 553g e se alimenta de ratos (inclusive dos maiores), morcegos, anfíbios, répteis, insetos grandes e aves.

Reiteramos o compromisso e preocupação que a Inkor possui com o Meio Ambiente, contribuindo para a sua preservação.

Ao avistar algum animal silvestre, ferido ou fora de seu habitat natural, procure um órgão responsável para efetuar o resgate.

Na foto: Equipe do Projeto de Monitoramento de Praias examinando a Coruja.